Joao Cla en Estados Unidos (I)

Introducci�n: Transcribo abajo un "grafonema" (mensaje en el lenguaje interno del grupo) de un tal Humberto, un hombre de confianza de Joao Cla Dias que viaj� en �l a Estados Unidos cuando a�n esta no se hab�a distanciado del fundador de los Heraldos del Evangelio.

Fue durante este viaje que las manifestaciones de "entusiasmo" de los m�s j�venes para con el brasile�o sorprendieron desagradablemente a la conducci�n de la TFP Americana, raz�n por la cual le pidieron a Joao Cla que no continue con esta forma de relacionarse con los m�s j�venes. Algunos hasta llegaron a mencionar que estas manifestaciones de veneraci�n por una persona mayor podr�an ser mal interpretadas por los enemigos de la TFP, y que hab�a que cuidarse mucho de acusaciones de corrupci�n de menores o pedofilia.

Naturalmente, Joao Cl� reaccion� violentamente contra esta sugerencia o limitaci�n que le pretend�an imponer, y el rompimiento final con la TFP norteamericana no tard� mucho en llegar.




El mensaje de abajo nos muestra un poco el ambiente interno, narrado por un admirador de Joao Cla, que cuenta la historia a sus compa�eros en Brasil.

Las notas o comentarios intercalados en el mensaje, son de la autor�a de una comisi�n de estudios de los "provectos" o veteranos que se oponen a Joao Cla.

Disfruten!


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Grafonema de Humberto para os Eremitas de S�o Bento e Praesto Sum

*** CONFIDENCIAL - CONFIDENCIAL - CONFIDENCIAL *** 
Hermitage Sedes Sapientiae, 08/9/1996 - 11:28 PM

(...) Por volta das 10:00 horas o Sr. Jo�o tomou o caf� da manh�. Poucos eram os que estavam presentes. (...) Afirmou tamb�m que as gra�as das apresenta��es s�o uma pequena amostra das gra�as de convers�o que veremos no in�cio da bagarre cruenta. (...) 

O almo�o foi todo conversado, sobre os temas mais diversos, com afirma��es curtas e muita gra�a de conv�vio. Tratou-se de tudo e de nada ao mesmo tempo. A vontade era mesmo de ficar somente venerando em sil�ncio. Mas como poderia parecer um pouco estranho para algu�m que passasse, as palavras sa�am aos poucos, suavemente, comunicando o pensamento muito menos que os olhares... (1)

De passagem digo que infelizmente n�o tenho aqui o mesmo acesso a ele que nos outros pa�ses, pois as refei��es em conjunto no �remo, bem como o sil�ncio, �s vezes nos impedem de tomar conhecimento de todos os detalhes de seu dia-a-dia (2). Enfim, continuemos.

Como est� tomado pela gripe e n�o querendo mudar muito de temperatura, nem pegar ventos, para surpresa de todos n�o pode comparecer � cerim�nia realizada no final da tarde. Isso fisicamente, pois muitos comentavam depois que sentiam o Sr. Jo�o vivamente em todos os cantos da capela e que se ele n�o estivesse ali presente n�o teria havido nem metade das gra�as que houve. De fato foi uma das cerim�nias mais aben�oadas que j� assisti (3).

(...)

A ceia tamb�m foi muito aben�oada com conversas todas na linha da gra�a nova. N�o h� pessoa que deixe de perguntar como s�o os cumprimentos em S�o Paulo, como se faz, como se pede, como se agilizar os fatos... (4). Bem no final do banquete chegou a not�cia para alguns, que os tr�s eremitas que estavam servindo o Sr. Jo�o haviam recebido a ben��o dele (5). Sorrateiramente um a um foram se levantando os componentes daquela mesa. Ao chegarem junto � porta da sala de refei��es do Sr. Jo�o perceberam que ele j� havia entrado para o escrit�rio e na companhia do Sr. M�rio e do Sr. Fragelli. Ficaram ent�o aguardando a sa�da dos mesmos para tamb�m pedirem a ben��o e outras coisas mais (6). De repente ouve-se a escada tremer e uma multid�o subindo �s pressas (7). Era o plano que estava descoberto (8). Literalmente quase arrombaram a porta do quarto do Sr. Jo�o. Ap�s uma cantoria que fazia lembrar Miracema, lentamente a porta se abre. Por pouco que mais uma alma santa n�o sobe tamb�m aos c�us. Ap�s muito empurra-empurra (9) consegue sentar-se sobre uma cadeira de sua mesa de refei��es. Fez uma palavrinha de 20 minutos aonde contou o que havia feito no per�odo da tarde. Era interessante ver como todos o ouviam mas no fundo o que queriam era cumpriment�-lo e por outro lado ele, com a "experi�ncia da vida", percebia aonde todos quer ... Disse ter dado um telefonema ao Praesto Sum (do qual estou ancioso em ter not�cias) e que recebeu 10 p�ginas de fax de todas as partes do Brasil, contendo inclusive a carta de algum grupo de correspondentes, que nada mais era que uma das cartas da Senhora Dona Lucilia ao Senhor Doutor Plinio, com certas modifica��es (10). Comentou ter lido em uma revista a exist�ncia de um canal ligando P�dua a Veneza, no qual se v� incont�veis pal�cios da �poca dos Dodges, sendo este um passeio interessant�ssimo que leva no total 9 horas de barco. Ao dizer isso levantou as sombrancelhas e deu um longo sorriso (11), como que a dizer que da pr�xima vez j� tem um programa de viagem definido, em sua ida � It�lia. Contou ainda que uma manifesta��o da bagarre no mundo � esse caos clim�tico que est� se dando em diversas regi�es. Na Europa, por exemplo, chegou uma onda de frio, baixando a temperatura para 12 graus. Aqui via-se hoje farpas de p�ssaros que voavam para o sul, demonstrando que o inverno j� est� pr�ximo. A interven��o do Mois�s da Lei da Gra�a, por fim n�o h� de tardar! Nessa palavrinha a sala estava t�o cheia que as lentes das c�meras se emba�aram completamente (12) e nada foi gravado ... A temperatura chegou a tal ponto que o Sr. Jo�o resolveu retirar-se, pois tinha receio em piorar da gripe. A� foi o auge do dia de festas! Primeiro pediram a ben��o por todos os meios. Ele s� deu a da "gra�a velha"! (13).

Pediram para cumpriment�-lo, o que ele tamb�m n�o consentiu (14).

Ent�o, at� com os anglo-sax�es, a for�a bruta demonstrou que �s vezes � mais necess�ria que a for�a da persuas�o. De tal forma nosso vener�vel Quidam ficou sem rea��o que nem teve condi��es de dar "proibi��es"... Depois de ele ter entrado, todos bradavam "fenomenal" , olhando-se uns aos outros para ver se aquilo n�o tinha sido um sonho, felic�ssimos e quase meio levitando (15). As fisionomias estavam completamente iluminadas e todos pareciam anjos! Foi uma cena bel�ssima e mais uma vez demostrou como essa gra�a do Senhor Doutor Plinio � santamente avassaladora! (16)

Bem, amanh� � dia de m�dico e tenho esperan�as em poder acompanh�-lo.

Pedindo ora��es a todos e prometendo pedir recomenda��es, pois parece que estamos passando de �gra�a velha� para �gra�a nova�...

In Jesu et Maria.


Humberto

* * *

Coment�rios:

1. Como essa venera��o em silencio � pessoa de JC poderia �sopletear� e cristalizar a algu�m, JC teve que falar pelo menos alguma coisa. Mas suas palavras transmitiam muito menos o pensamento dele do que seus �olhares�.

2. H� qualquer coisa de religioso nessa sede de conhecer pormenorizadamente todo o relativo a JC.

3. Embora JC n�o comparecesse � cerim�nia, muitos �sentiam vivamente� sua presen�a �em todos os cantos da capela�, a tal ponto que, se ele n�o �estivesse ali presente�, n�o teria havido �nem a metade das gra�as que houve�. Do Sant�ssimo Sacramento, presente num local, entende-se que irradie imponder�veis; tamb�m se entende de uma pessoa particularmente unida a Deus Nosso Senhor ... ou particularmente unida ao dem�nio.

4. Enquanto nos EEUU os agentes de JC apontavam ao Brasil como modelo da �gra�a nova� -- isto �, o culto tributado a JC--, no Brasil apontavam para os EEUU como paradigmas da mesma �gra�a�...

5. Aquilo constituiu �not�cia para alguns�, para outros n�o era novidade. Quer dizer, em mat�ria de �gra�a nova�, uns est�o mais adiantados do que outros. Estes mais adiantados muito provavelmente foram os mesmos que ensinaram os outros os primeiros passos do ritual.

6. Esperaram que sa�ssem as autoridades da TFP Americana, para cultuarem a JC, pedindo-lhe a ben��o �e outras coisas mais�...

7. Numa primeira etapa, s� 3 eremitas veneraram a JC. Depois foram os componentes da mesa. E numa terceira etapa, a multid�o.

8. Plano? A revela��o gradual dos ritos da �gra�a nova� a levas cada vez mais numerosas de pessoas obedecia a um plano? Aquilo foi induzido? A frase �o plano foi descoberto�, parece indicar que a terceira leva se precipitou antes da hora. Ali�s, quem foi o autor do plano?

9. Essa multid�o que subiu �s pressas a escada, fazendo-a tremer, que perante o quarto de JC cantava e tentava arrombar a porta, e que no quarto de JC se empurrava muito, realmente lembra os epis�dios de Miracema, como tamb�m das apresenta��es do coro e da fanfarra. � a mesma barb�rie.

10. JC falou durante 20 minutos de seu dia-a-dia, auto-promovendo-se.

11. Os joaninos est�o atentos at� mesmo ao movimento das sobrancelhas e � longitude do sorriso de seu senhor. O que diz respeito � opini�o p�blica e � luta RCR, nem de longe lhes interessa tanto.

12. Esse ambiente, repleto de gente e com pouca ventila��o, tamb�m lembra uma das visitas de JC o Norte Fluminense, onde transpirou tanto que seu h�bito, de tal maneira estava umedecido, que podia manter-se em p� sozinho.

13. �Pediram a ben��o por todos os meios�: quais s�o esses �meios�? Uns pediram a JC a ben��o de joelhos, outros prosternados. Qual � a ben��o da �gra�a velha�? � aquela que JC d� invocando a Dr. Plinio? Ent�o a ben��o da �gra�a nova� � a que JC outorga sem precisar invocar a Dr. Plinio?

14. A levar em considera��o o culto tributado a JC na Col�mbia, em janeiro de 1998, a palavra �cumpriment�-lo� a� pode significar: abra��-lo, oscular seu cora��o, oscular seus p�s, ou tudo isso junto.

15. Quem empregou a for�a bruta? JC bateu nos jovens? ou os jovens bateram em JC? Na primeira hip�tese, como explicar que os jovens, depois de terem sido golpeados, exclamem �fenomenal!� e aparentem estar felizes? Olhavam-se uns aos outros, porque embora cada um sentisse �ad intra� repugn�ncia por aquilo, �ad extra� temia discordar do que imaginava ser a opini�o do conjunto. Da� o fato de aparentar felicidade.

O seguinte depoimento do Sr. James Dowl, durante uma reuni�o feita por Dr. Luiz, nos Estados Unidos, pouco depois do 15/10/96, elucida o fen�meno: �Este EM [escravo de Mar�a] se convenceu de que deveria pensar, analisar as coisas e chegou � conclus�o de que ele [JC] estava errado, mas demorei muito. Pensei que estava sozinho, que o Sr. M�rio Navarro, Sr. Luiz Ant�nio Fragelli, todos estavam a favor do Sr. JC e pensei �eu estou fora dessa coisa�. (...) Eu tinha medo de dizer �s pessoas que eu achava que ele estava errado, achava, n�o que seria expulso do Grupo, mas tratado com desprezo por todos�.

16. Realmente, a press�o do p�tio � muito avassaladora, inclusive pode escravizar o indiv�duo.

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